Desde os tempos mais remotos, o vinho tem vindo a desempenhar um papel de relevo em quase todas as civilizações. "Fruto da videira e do trabalho do Homem", não é ultrapassado por nenhum outro produto da agricultura, aliando esse fruto saboroso e nutritivo à bebida privilegiada, precioso néctar, dele extraída.
Repleto de simbologia, impregnado de religiosidade e de misticismo, o vinho surge desde muito cedo na nossa literatura, tornando-se fonte de lendas e inspiração de mitos.
A paleontologia (Ciência que estudam fósseis) tem encontrado sinais de ter existido muito antes da existência do homem. Acredita-se que o vinho aconteceu por acidente, as uvas eram colhidas e colocadas em recipientes que pudessem colher seu suco.
Na Turquia, em Damasco, na Síria, no Líbano e na Jordânia, onde foi encontrada semente de uva da idade da pedra cerca de 8000 a.C., mas foi na Geórgia (Rússia) que descobriram as sementes de uva mais antigas, e foram datadas por marcação de carbono por volta de 7000-5000 a.C.
Os hititas (povo da antiguidade que ocupou a Ásia Menor), língua indo-européia, ocuparam por volta de 2000 a.C., na região de Anatólia (Turquia), eles gostavam muito de vinho, vistos pela criação de frascos para beber o vinho.
Os primeiros a registrar os detalhes da vinificação em suas pinturas, por volta de 3000 a 1000 a.C. foram os Egípcios, eles não foram os primeiros a fabricar o vinho. Eles descobriram sem querer que o suco de uva, depois de um certo tempo, tinha um certo teor alcoólico e então foi assim que concretizaram o vinho, mas foram os semitas (indivíduo dos Semitas, família etnográfica que estuda a descrição dos povos, sua língua, raça, religião, dos hebreus, dos assírios, dos aramaicos, dos fenícios e os árabes, em sentido restrito, os judeus) foi então por eles divulgado o uso da fermentação da uva na Europa.
Os primeiros a introduzir o estudo do que diz respeito aos vinhos (enologia) foram os romanos, eles também apresentaram as primeiras técnicas para ter maior quantidade de açúcares, eles cozinhavam o sumo das uvas antes de acabar a fermentação, outro processo era de muchar as uvas das videiras, naquele tempo eles também colocavam mel ao vinho e era considerada uma bebida de luxo.
Teve também lendas de onde começou à produção do vinho, uma delas está escrito no velho testamento, no capitulo 9 de Gênesis, fala que Noé depois de retirar os animais, plantou um vinhedo, fez o vinho, bebeu e se embriagou..
Foi na Grécia entre o século VI e o II a.C., que surgiu a industria vinícola, foi a Grécia que levou o vinho para o sul da Itália após 800 a.C.
Em Etrúria antiga região da Itália já elaborava o vinho e comercializavam na Gallia em Borgogna.
A videira é considerada como a planta que simboliza a vida humana e o vinho é o melhor presente do senhor.
Os monges tiveram como tradição a prática agrícola, os três conventos franceses importantes dessa época, foram dois em Borgogna, um da ordem de São bento em Cluny, perto de Mâcon em 529, outro da ordem de São Bernardo em Ceteaux perto de Beunne em 1098, e outro em Cayraux na região de Champagne, e ai se deve aos frades, os famosos vinhedos, ai então veio a publico o vinho de Champagne.
Dom Perignon foi o inventor do champagne, foi um monge que teria descoberto por acaso uma outra fermentação desenvolvendo gás e assim ficando frisante.A partir de 1860, pode -se dizer que o conhecimento prático devido à experiência, foi concluído que melhorou muito a qualidade do vinho.Ainda hoje muita gente acha que o produto deve agir naturalmente, mas os produtores e os técnicos estão tendo um equilíbrio para que os consumidores tenham uma boa qualidade de vinho.
Hoje o consumidor do mundo todo pode apreciar os bons vinhos , como os branco, tinto, e rose, os frisantes brancos, tintos e rose de boa qualidade.